Termômetro da Democracia Brasileira
Uma avaliação anual da democracia material — não apenas se as instituições existem, mas se elas realmente funcionam.
A democracia existe quando a vontade popular percorre toda a cadeia do poder sem ser sequestrada.
Evolução ano a ano
Escala de pontuação
pontos
Nota provisória, atualizada semanalmente à medida que se aproximam as eleições de 2026. A democracia material encontra-se gravemente comprometida — não por um único fato, mas pelo conjunto da obra. A democracia brasileira está altamente comprometida.
Mais brasileiros recebem auxílio do Estado do que têm carteira assinada, gerando uma dependência econômica que se converte em medo eleitoral e reduz a autonomia do voto: o cidadão que depende do governante para sobreviver perde condições reais de votar contra quem controla sua subsistência.
Há forte repressão ou alinhamento entre governo e meios de comunicação, esvaziando o pluralismo e a fiscalização.
Uma grande soma de dinheiro público está sendo utilizada em campanha, confundindo governo e candidatura.
Persiste forte tendência à manipulação de dados econômicos como a inflação e à falta de isenção das autarquias, comprometendo a transparência que o eleitor precisa para decidir.
Pesam decisivamente a forte atuação do Judiciário acima do Legislativo e a fragilidade parlamentar.
A este quadro soma-se a prisão de um ex-presidente da República, fato inédito desde o fim do regime militar: preso, ele não pode se manifestar, articular ou defender-se publicamente, rompendo a relação entre representante e representado.
Os dois candidatos à frente nas pesquisas recusam-se a participar de debates eleitorais — materialmente grave, pois o debate é o espaço em que o eleitor compara propostas e mede caráter; sem ele, a campanha se reduz a marketing e a escolha perde substância democrática real.
Os últimos acontecimentos no Supremo Tribunal Federal, na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República indicam — sem que caiba a este estudo entrar no mérito das culpabilidades — que os diferentes Poderes estão se protegendo de investigações. Não importa aqui quem é culpado; importa que Legislativo, Judiciário e instituições como a Procuradoria e a Polícia Federal atuam em bloco para barrar investigações e a abertura de processos. Quando os Poderes deixam de se fiscalizar e passam a se proteger mutuamente, a independência entre eles — fundamento da democracia material — está altamente comprometida.
Que nota você dá à democracia brasileira hoje?
Avalie de 0 a 100 o funcionamento real da democracia brasileira — não apenas se as instituições existem, mas se elas funcionam de fato. Seu voto entra na média junto com os votos já recebidos pelo projeto.
Democracia parcialmente capturada
Média dos votos /100
Total de votos
Nota do estudo (2026)
A média combina os 2.267 votos prévios recebidos pelo projeto (média 24.1/100) com os votos registrados nesta página.
Tendência Futura: O Cidadão e a mudança de Estado
O cidadão consegue alterar o Estado? Veja a trajetória e projeção da democracia material até 2030 — de 78 pontos em 2002 para projeção de 22 em 2030.
Eventos marcantes
Dimensões avaliadas
A nota anual considera estas dez dimensões da democracia material.
Autenticidade das eleições
Liberdade e autonomia do eleitor
Ausência de compra ou coerção eleitoral
Independência dos representantes
Independência do Legislativo
Independência e imparcialidade do Judiciário
Equilíbrio entre os Poderes
Estado de Direito e devido processo
Liberdade jurídica e econômica da imprensa
Pluralismo e possibilidade real de alternância
Conclusão
A escolha do representante deve ser livre — mas isso não basta. Ele também precisa permanecer livre para representar quem o elegeu; se o Estado o coage, silencia ou aprisiona, a representação se esvazia e o voto perde seu sentido democrático.
Não basta existir imprensa. Ela precisa conseguir enfrentar o governo sem depender financeiramente dele.
Não basta o voto ser secreto. A vontade do eleitor precisa ser formada sem medo, compra ou dependência politicamente explorada.
Não basta combater uma possível ruptura. A reação do Estado também precisa respeitar a democracia.